Fã de Simple Plan: como foi subir no palco do NPNHJB Tour

Na nossa série com histórias de fãs do Simple Plan durante o NPNHJB Tour, a Gabrieli Klering conta como foi ser chamada ao palco para a foto com a banda em Porto Alegre.

Por Gabrieli Klering

Moro em Santa Catarina e viajei durante oito horas até Porto Alegre. Cheguei no dia do show às 7h da manhã e fui direto pro hotel onde eles estavam hospedados. Tava muito frio e tudo o que eu queria era uma cama quentinha. Cheguei lá era umas 8h e não tinha nenhum fã. Fiquei bem na frente da porta e um segurança me chamou. Na hora, achei que ele ia mandar eu sair dali, mas prometi que ficaria quietinha e ele me deixou ficar. Me falou que os meninos não iam sair de manhã, mas eu insisti e falei que não me importava de esperar.

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Resumindo, fiquei lá até as 14h30 e, durante esse tempo, falei duas vezes com uma moça que trabalha na BMoov. Ela afirmou que eles só sairiam de lá às 15h30. Como eu tinha o Soundcheck, fiquei com medo de dar algum problema por não chegar na hora, aí decidi ir pro Pepsi.

Uns vinte minutos depois, um rapaz passou por mim e disse que, nem dez minutos depois que eu fui embora, eles saíram do hotel. Eu fiquei muito frustrada porque eu estava lá desde cedo e queria tanto ver eles, mesmo que fosse vê-los na passagem de som. Eu acho a experiência de encontrá-los no hotel tão boa! É algo tão recompensador, porque tu ficas horas ali naquela expectativa de ver eles acenando na porta, e o abraço é… É muito bom!

Mas tudo bem, me conformei com isso. Nem tanto, né?

O Soundcheck foi maravilhoso! Green Day é minha segunda banda favorita, faz parte da minha vida, e o Simple Plan tocou um cover de “Basket Case”. Eu enlouqueci! Cantei alto, sorri, quase chorei também. Foi lindo!

Fui com uma blusa personalizada com a imagem do David e todos olharam, mas não falaram nada, e isso me chateou um pouco. Chuck olhou umas três vezes e parecia que ele queria falar alguma coisa, mas nada disse. Eu disse para ele se divertir no show, e ele disse que com certeza o faria. E assim o fez, como havia prometido!

Abracei o Pierre três vezes e, na terceira vez, ele disse que “já deu”. Tá bom, né?

Eu fiz chaveirinhos do NPNHJB e vendi pra alguns fãs, foi muito bacana. Pena que eu esqueci de fazer pra dar pros meninos.

Eu prometi pra mim mesma que não iria chorar, mas ouvir aquela sirene na abertura fez meu coração subir até a garganta e ali se formou um nó. Não aguentei e chorei. Mas logo coloquei um sorrisão no rosto e cantei até não sentir mais o ar nos pulmões.

Eu queria dar um chaveirinho pro Jeff, porque tinha sobrado dois, aí ele disse que não conseguia pegar. Pedi pro segurança pôr no palco, e ele não podia. Então tentei a sorte e joguei o treco, que por sorte caiu nos pés do Jeff. Ele viu e agradeceu.

Em “Meet You There” eu levantei a foto do Chester, Pierre viu e apontou pra ela. Eu não poderia ter escolhido música melhor para aquele momento. Eu chorei tanto…

De repente o Chuck começou a chamar pessoas para o palco e eu me desesperei, me grudei na grade e minha amiga, Ana, quase entrou em desespero apontando pra mim. Fui chamada para o palco! Mas e agora? Como pular a grade sem ninguém pra ajudar? Não sei de onde tirei forças pra pular, mas eu subiria naquele palco a todo custo. Me machuquei, quase quebrei o pulso, mas valeu a pena. Eu consegui ficar naquele lugar mágico, de onde os meus ídolos fazem a gente ir à loucura (vulgo, o palco). Fiquei posicionada atrás do Seb, fiz até uma massagenzinha naqueles ombros macios.

Depois do show, eu fui pro aeroporto e dormi lá. Eu queria muito ter ficado pra ver eles indo embora, mas tava muito frio, eu tava havia duas noites sem dormir, e o cansaço tava me matando. Então às 5h30, fui embora. Óbvio que uma pontinha de arrependimento ainda me persegue mas…

Desta vez não mostrei nenhuma tattoo (tenho nove da banda), mas sempre tenho a lembrança de 2016 quando eles viram, tocaram e Jeff me chamou de “Girl full of Simple Plan”.

Foi tudo perfeito, mágico, lindo!

Ainda tô naquela depressão pós-show. Sei que vai levar tempo pra passar, então tudo o que eu quero é mais um dia como aquele.

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