Fã de Simple Plan: como foi conhecer a banda no NPNHJB Tour

Começando a série sobre o NPNHJB Tour, do Simple Plan, que aconteceu entre os dias 25 de maio e 1 de junho no Brasil, o fã Felipe Oliveira conta como foi conhecer a banda.

Por: Felipe Oliveira

Dia 28 de maio de 2018. Essa data com toda certeza ficará marcada na minha vida para todo o sempre. Nessa data, eu conheci os rapazes que mudaram a minha vida. Nessa data, conheci uma das minhas maiores inspirações: o cara que, desde os meus 8 anos de idade, está na minha vida e a salvou. Conheci a minha inspiração: Pierre, Sebastien, Chuck e Jeff. Conheci o Simple Plan.

Eu não tenho palavras pra expressar o que senti ao estar ao lado desses quatro rapazes. Por quinze anos, eu treinava e sonhava com o que eu iria dizer se um dia tivesse a oportunidade de estar com eles. Poucos dias antes, disse que iria mostrar a tatuagem em homenagem a eles, etc., mas, quando finalmente chegou o dia, mal consegui pensar, mal consegui falar… O momento já dizia tudo e eu só queria poder viver aquilo.

Fui à turnê No Pads No Helmets… Just Balls no dia 27 de maio, a turnê comemorativa do meu álbum favorito: o primeiro da banda e o primeiro por que me apaixonei. Lá conheci pessoas com quem, durante a espera na fila, decidi arriscar e ir à porta do hotel no dia seguinte, o hotel em que eles estavam hospedados.

Durante o show, me senti com 8 anos de idade de novo. Terceira turnê que fui deles, e eles como sempre me surpreenderam. No dia seguinte, fomos ao hotel. Aquela apreensão, nervosismo e ansiedade. Um pouco de incerteza se eles iriam descer mesmo ou não. Foi quando, de repente, apareceu o Sebastien pedindo silêncio e para que os fãs que lá estavam fizessem uma fila. A partir daí, eu já não sabia nem o meu nome mais. Ali tive a certeza de que o momento que eu esperei por quinze anos finalmente tinha chego.

Fiquei mais nervoso do que estava, mais ansioso do que estava. Sebastien passou na fila tirando foto com um por um, coisa que, hoje em dia, raramente um artista faz. Mas eles são diferentes, né?! Quando olhei pra porta do hotel, quem saiu? Pierre Bouvier. Aí eu congelei inteiro. Lembra do que eu disse que, por quinze anos, eu treinava e sonhava com tudo o que iria dizer a ele? Pois é. Eu esqueci de tudo.

Foi como ver a minha infância, a minha vida na minha frente. O homem que, mesmo não me conhecendo, salvou a minha vida com suas letras, sua história, sua inspiração estava na minha frente, vindo em minha direção pra poder tirar uma foto. Naquele momento eu já não sabia se era real ou não. Eu só estava com aquele sentimento de estar realizado. Tiramos a foto, ele sorriu pra mim e agradeceu. Mal sabe ele que quem deveria agradecer era eu, mas as únicas palavras que saíram da minha boca foi o básico: “Eu te amo”.

Demorou pra cair a ficha, mas, quando caiu, eu chorei na frente deles mesmo. Eu havia acabado de realizar um dos meus maiores sonhos, meu sonho de criança, de adolescente. Liguei rapidamente pra minha mãe e disse: “Eu consegui”. Todo engasgado, sem conseguir respirar direito. Nisso veio a Cibelle, que também é fã e estava lá comigo na porta. Ela me abraçou e disse: “Conseguimos!” Aí chorei mais ainda.

Sabe? Escutei por tantos anos, de tantas pessoas, que isso era passageiro… “Ah, daqui a dez anos você não vai gostar mais deles”, “Isso é fogo de palha”… Se é fogo de palha ou passageiro, eu não sei. Mas sei que há quinze anos eles permanecem na minha vida e eu devo tanto a eles. Pierre sempre foi o homem que mais admirei, o homem de quem eu sonhava em um dia poder ter a oportunidade de ficar do lado, de abraçar. E não minto que aquele famoso gostinho de “quero mais” tá persistente aqui.

O mais incrível foi que esse momento aconteceu durante a turnê mais importante pra mim. Este ano eu perdi o meu avô, que era o meu segundo pai, e ele me presenteou na época com o No Pads. Sabia o quanto eu sonhava em conhecê-los. Ia nas bancas de jornais e, se visse um pôster, uma revistinha que fosse do Simple Plan, já comprava pra mim. E como eu queria que ele estivesse aqui pra ver que finalmente eu consegui realizar um dos meus maiores sonhos, e que também era um dos sonhos dele.

Com toda a certeza do mundo, essa passagem dos meninos foi a mais importante pra mim. Não só pelo fato de ter realizado um dos meus maiores sonhos, mas também por perceber e ter a certeza de que isso não é passageiro. Que, realmente, eu sou fã da melhor banda, dos melhores rapazes, e tenho como inspiração o cara mais lindo, educado e humilde que já conheci. Se passaram quinze anos. E que venham mais quinze, e mais quinze, e esse sentimento não vai passar de forma alguma. Obrigado, Simple Plan. Obrigado, Pierre Bouvier. Sua música com certeza salvou a minha vida.

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